Poucos assuntos geram tanta informação contraditória quanto o clareamento dental. Separamos os mitos e dúvidas mais comuns para esclarecer o que realmente acontece nesse tipo de tratamento, e o que é apenas boato repetido de geração em geração.
"Clareamento estraga o esmalte dos dentes"
Mito. Quando feito com acompanhamento profissional, com produtos e concentrações adequadas ao caso de cada paciente, o clareamento é considerado um procedimento seguro para o esmalte. O risco aumenta quando se usa produtos sem orientação, concentrações inadequadas, ou tempo de aplicação maior do que o recomendado.
"Receitas caseiras, como bicarbonato ou limão, clareiam igual"
Mito. Substâncias ácidas ou abrasivas podem até alterar temporariamente a aparência do dente, mas também podem desgastar o esmalte com o uso repetido, já que agem de forma diferente dos produtos clareadores estudados para esse fim. O clareamento profissional é feito com substâncias específicas, em concentrações controladas, testadas justamente para minimizar esse tipo de dano.
"O resultado dura para sempre"
Mito. Com o tempo, hábitos como consumo de café, vinho tinto, chá preto ou cigarro podem escurecer novamente os dentes, já que os pigmentos desses alimentos e bebidas voltam a se depositar no esmalte. Por isso, alguns pacientes optam por retoques periódicos, sempre orientados pelo dentista, para manter o resultado ao longo dos anos.
"Existe só um tipo de clareamento"
Mito. Existem diferentes técnicas, incluindo o clareamento feito em consultório, com ativação por luz, e o clareamento supervisionado feito em casa, com moldeiras personalizadas e géis de concentração mais baixa para uso gradual. A escolha entre uma técnica e outra depende da avaliação do dentista, do grau de escurecimento e da urgência do resultado desejado.
"Sensibilidade durante o tratamento é normal"
Verdade, em parte. Alguma sensibilidade temporária pode acontecer durante o processo, principalmente em dentes que já tinham certa sensibilidade antes do clareamento, mas o profissional pode ajustar a técnica, o intervalo entre as sessões e indicar produtos dessensibilizantes para amenizar o desconforto.
Antes de começar, uma avaliação é sempre o primeiro passo
Antes de começar qualquer clareamento, uma avaliação bucal completa é importante para verificar se há cáries, restaurações antigas, gengiva inflamada ou outras condições que precisam de atenção primeiro. Fazer o clareamento sobre um problema não tratado pode mascarar sintomas ou causar desconforto desnecessário, por isso o dentista sempre avalia o quadro geral antes de indicar a técnica mais adequada.
